![]() |
| KL Jay, do Racionais MCs, encerra a programação da mostra de filmes |
O evento, que privilegia em sua programação os documentários, destaca nesse ano uma seleção de filmes nacionais.
O Programa Nacional, composto apenas por material produzido no Brasil, é dividido em duas seleções: Velha-Guarda e Nova Escola. Na Velha-Guarda, um dos destaques é o histórico "Hip Hop SP", com cenas do início do movimento e participação de Thaíde e DJ Hum.
Os rappers Parteum, Secreto e Suissac estão na programação da Nova Escola em "Farpas, Pregos, Nuvens, Orações".
Da seleção internacional destacam-se os documentários "WU: The Story of Wu Tang Klan" e "Beat Kings", que tem a participação do DJ nova-iorquino Pete Rock. O DJ também é o encarregado de abrir a programação com um show na quinta-feira (2), na choperia do Sesc Pompéia.
Quem fecha o evento é o rapper KL Jay, com show no mesmo local no dia 10 de agosto.
Mais informações sobre a mostra podem ser obtidas no site do Cinesesc.
Segunda Mostra de Filmes Hip Hop de São Paulo
Quando: de 3 a 9 de agosto (sessões às 17h, 19h e 21h)
Onde: Cinesesc (r. Augusta, 2075, São Paulo, tel 0/xx/11/3082-0213)
Quanto: grátis (retirar ingressos com 1 hora de atencedência)
O rapper norte-americano Ice T cancelou sua turnê no Brasil. Ele se apresentaria entre 9 e 12 de agosto em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre.
Em nota, os organizadores da turnê atribuíram o cancelamento ao "caos aéreo". "Com compromissos agendados inadiáveis em Los Angeles, sua equipe decidiu que seria muito arriscado vir ao Brasil neste momento em que as companhias e órgãos responsáveis pelo tráfego aéreo não garantem as data e horários de vôos previamente marcados", afirma o comunicado.
| Divulgação |
![]() |
| Rapper Ice T se apresentaria em quatro cidades brasileiras |
Na capital paulista, ele se apresentaria dentro do 1º Hip Hop Festival, na Via Funchal, ao lado de Mano Brown e sua "turma" --entenda-se grupos apadrinhados pelo líder do Racionais MCs (Rosana Bronk's, U-Time, Relatos da Invasão e DiFunção). Os produtores ainda não divulgaram se o festival acontecerá mesmo sem o norte-americano.
Para os cariocas, o rapper chamaria ao palco da Fundição Progresso o carioca MV Bill, além de Black Alien e BNegão. As apresentações de Curitiba (Curitiba Master Hall) e Porto Alegre (Bar Opinião) contariam com artistas locais.
Ice T, 49, ficou sete anos sem lançar disco. Em 2006, chegou com "Gangsta Rap", álbum que chamou mais a atenção pela capa do que pelo conteúdo. É esse trabalho que ele traria ao Brasil.
Nascido em Nova Jersey e crescido em Los Angeles, o rapper sempre foi personagem controverso. Ele integrava uma gangue antes de entrar para a música e ficou marcado por letras de teor político e de contestação. Ice T também é ator --tem no currículo, entre participações no cinema e na TV, atuação na série "Law & Order".
No repertório dos shows dessa turnê, além de músicas da carreira solo (como a recente "Walking In The Rain" e as antigas "6 In the Mornin'", "Lethal Weapon" e "Original Gangster"), estão músicas de sua banda, o Body Count --entre elas, o sucesso "Cop Killer".
A música, lançada 15 anos atrás, é um "hardcore/rap" cujo título é, literalmente, "assassino de policiais". A faixa causou grande polêmica nos Estados Unidos sobre liberdade de expressão.
|
I HIP HOP FESTIVAL NA VIA FUNCHAL TEM ICE T, MANO BROWN E OUTRAS ATRAÇÕES*AGORA É NOIS!!!*
QUARTA-FEIRA DIA 06 DE JUNHO VÉSPERA DE FERIADO ÁS 22HS
JUNDIAÍ VAI SER PALCO DE UMA SUPER FESTA.
AO VIVO: *EXPRESSÃO ATIVA* E LANÇAMENTO DOS CDS DO *9 MILÍMETROS* E DO *MK2* E TEM + PRÉ-LANÇAMENTO DO *ENXAME*.
APRESENTAÇÃO: NUNO MENDES
LOCAL: SALÃO SOCIAL DO CLUBE SÃO JOÃO(PROX. AO RUSSI)
INGRESSOS ANTECIPADOS Á R$ 10,00 (OS PRIMEIROS 1000)
JUNDIAÍ (SECR. DO CLUBE SÃO JOÃO E CULTURA DE RUA)
VARZEA PAULISTA (DRÓGARIA SOL NASCENTE)
FRANCO DA ROCHA E FRANCISCO MORATO ( FOTO JUAREZ)
VENDA DE CDS NO LOCAL:
REALIZAÇÃO: *É NOIS NA FITA PRODUÇÃO E LOFTY SOUND
APOIO: RÁDIO 105FM PROG. ESPAÇO RAP
|

---Nas, Hip Hop is Dead
Nos últimos anos, críticos, fãs e artistas vêm lamentando o rumo que o hip hop tomou. O gênero virou um mega sucesso comercial, deu voz a uma geração e é a música do mundo ? ou, em outras palavras, tem muito de positivo. Mas, apesar de a platéia ser das mais diversificadas, muitas vezes parece que os artistas do hip hop passam longe dessa variedade. Quantas vezes, por exemplo, você já leu a mesma biografia: MC Fulano de Tal foi criado numa quebrada, mexeu com droga para pagar as contas, levou tiro, aprendeu sua lição e abraçou a música como uma saída alternativa? E quantas vezes mais você agüenta ouvir falar em roda de carro assim e assado, drogas, traseiro grande e puxar ferro? E diga lá: quantas vezes mais a gente vai ver vídeo de rap filmado em torno de uma piscina cheia de mulher seminua? Pois é, o hip hop com certeza põe a moçada para dançar. Mas ele faz alguém pensar? E o que aconteceu com aqueles bons tempos em que os rappers tinham personalidade e estilo diferentes? Será que o hip hop virou paródia de si mesmo?
São perguntas como essas que Nas quer colocar na roda com o seu mais novo álbum: Hip Hop is Dead. E ninguém melhor para levantar essas questões do que o homem considerado pela maioria como um dos cinco maiores MCs da história. Desde a sua brilhante estréia em 1994 com Illmatic até seu sucesso mais mainstream com o CD It Was Written, passando por hinos como Hate Me Now e One Mic e ainda seu lirismo venenoso que veio à tona em Ether, a habilidade de Nas de narrar histórias, educar e fazer a galera dançar ficou mais do que comprovada e fez dele uma lenda do universo rap.
E se por um lado Nas aprecia as boas coisas da vida, assim como eu e você, por outro ele não tem medo de meter a colher em assuntos mais complicados, como auto-estima, amor, a importância da educação e a necessidade de as pessoas prestarem atenção no que se passa no mundo. Já em termos musicais, Nas vai fundo na sua parceria com o DJ Premier, pega uma carona na batida R&B com Trackmasters e ainda faz uma ponte com uma coisa mais jazz ao lado do pai, Olu Dara. E é essa diversidade artística que Nas espera que sirva de influência para a próxima geração de MCs. "Há tanto rapper vendedor de cocaína e tanta gente se intitulando ?negão traficante' que eu fico me perguntado: Para quem é que eles vendem tudo isso? As pessoas parecem não saber que dá para falar de outras coisas.?
Mergulhe nos sons de Hip Hop is Dead. O sétimo álbum gravado em estúdio dessa talentosa criança é também uma chance de Nas detalhar o estado geral do seu amado hip hop. A faixa-título, produzida por Will.i.Am, arma a cena do maior pesadelo de Nas-que o hip hop desapareça da face da Terra. É uma acusação e um aviso a todos os selos, fãs e DJs que toleram a mesmice e não desafiam a arte. Mas longe de bancar o dono da verdade ou mesmo parecer cínico, Nas também fala do amor que sente pelo danado do hip hop em Can't Forget About You, uma faixa com inspiração jazzística assinada por Will.i.Am. Nas diz que a música, que tem uma pitada da inesquecível e clássica Unforgettable de Nat King Cole, serviu de inspiração por conta de sua eterna relevância. "Quem tem seus 70, 80 anos conhece a música e quem tem sete anos pode passar a conhecê-la, então era assim, estava bem no meio do caminho. E foi um daqueles momentos demais.?
Nas também se misturou com um bando de pioneiros da Costa Oeste. Na faixa QB OG, ele se juntou ao seu sócio Dr. Dre e o mais novo fenômeno da Costa Oeste, The Game. Dando corda tanto para o Queens quanto para Compton, as vozes de Nas e Game se encaixaram com tanta perfeição que você vai achar que eles vêm rimando juntos já faz tempo! Já Play on Player traz um Nas relaxado no melhor estilo Cali, junto com Snoop numa faixa melódica com a assinatura de Scott Storch. "Queria fazer coisas como gravar com Snoop, juntar a Costa Leste com a Oeste... Coisas desse nível, sabe? Fazia tempos que queria fazer essas coisas que fiz neste disco, e só para fazer coisas diferentes, que nunca havia feito antes.?
Uma das faixas mais comentadas e aguardadas deste CD é Black Republican, que é a primeira colaboração entre Nas e seu ex-rival Jay-Z. Produzida por L.E.S, um velho fazedor de batidas irresistíveis para Nas, a faixa tem cara de hino, vem cheia de moral e tem tudo que os fãs sonham em ouvir. Ao comentar a união, Nas fala entre sorrisos: "Isso é Ali e Frazier, é Ali e Foreman, é Ali e Ali, percebe??
Com Hip Hop is Dead, Nas mais uma vez desafia as normas gerais do mundo do som e experimenta brincar com um grupo eclético de produtores e colaboradores com quem nunca havia atuado antes. Ele posa de militante negro em Black Republican, de homem sábio em Can't Forget About You e de professor-inspirador na faixa de Kanye West, Let There be Light, além de ainda achar jeito de colocar todo mundo para dançar com Brazilian dimes em Hip Hop is Dead. Alguns dirão que o homem perdeu o foco, mas na verdade Nas está mesmo é mostrando que o rap pode ser um zilhão de coisas.
E que o hip hop está é mais vivo do que nunca.
![]() |
|
| A irmã mais velha de MLK conduziu a cerimônia no lugar da viúva, morta no ano passado |
| Snoop Dogg se entrega à Justiça por posse de arma | |
|
LOS ANGELES (Reuters) - O rapper Snoop Dogg entregou-se à polícia da Califórnia na segunda-feira para enfrentar acusações por posse de arma letal -- um bastão com o qual tentou embarcar em um avião --, mas pagou 150 mil dólares de fiança e foi liberado. O cantor de 35 anos chegou com seu advogado e um fiador à cadeia de Santa Ana, no Condado de Orange, onde foi registrado sob seu nome verdadeiro, Calvin Broadus. "Ele se entregou esta manhã", disse à Reuters um porta-voz. "Ele foi fichado, deixou impressões digitais, fotografado e foi preenchido um registro de prisão." A ordem de prisão foi emitida na semana passada, depois que ele foi acusado de posse de arma letal em um incidente ocorrido no dia 27 de setembro no Aeroporto John Wayne, no Condado de Orange. O cantor tentava embarcar acompanhado por dois guarda-costas quando a segurança do aeroporto localizou um objeto de metal longo na maleta do seu laptop. Os seguranças encontraram um bastão dobrável de 50 centímetros, disseram promotores. Snoop disse que o bastão seria usado em um vídeo e que não sabia que era ilegal levar o objeto no avião. O rapper havia sido preso em outro incidente, em outubro, no Aeroporto Burbank, perto de Los Angeles. A polícia disse ter encontrado uma arma e maconha no seu carro. Ele foi detido e libertado após pagar fiança de 35 mil dólares, enquanto espera pela audiência em 12 de dezembro. |

COPENHAGUE (Reuters) - Ele mudou seu nome artístico de Puff Daddy para P. Diddy e agora simplesmente para Diddy, mas o que realmente quer é ser chamado de "Bond. James Bond".
"Um dia chegará a hora de haver um Bond negro, e quem sabe eu possa me candidatar ao papel", disse o rapper e empreendedor americano Sean "Diddy" Combs nos bastidores da cerimônia do MTV Europe Music Awards, na noite de quinta-feira.
"É um sonho que tenho, de representar um grande papel como esse."
O ocupante atual desse lugar é o ator Daniel Craig, que representa o agente secreto no ansiosamente aguardado "007 -- Cassino Royale", que tem lançamento previsto para este mês. O ator também compareceu à cerimônia em Copenhague para entregar um troféu.
"Adoro o Bond atual", disse Diddy. "Ele é um grande ator. Acho que fizeram uma ótima escolha."
O currículo de Diddy como ator se resume principalmente ao papel de um detento do corredor da morte no drama racialmente carregado "A Última Ceia", de 2002.
O rapper, que se apresentou no MTV Awards, disse que, se representasse Bond, aplicaria sua máxima de sempre garantir que seu público seja entretido.
"É isso o que nos pagam para fazer", disse ele, que vestia um terno cinza e óculos de sol enormes. "Se vou subir neste palco, é para entreter vocês. Espero que o público tenha se divertido hoje."
"Idlewild", o filme, estreou sexta passada nos EUA, e, até agora, a crítica se dividiu. A "New York" diz que o diretor "tenta replicar o excitamento hiperativo dos números de "Chicago'". O "New York Times" é cruel: "uma oportunidade jogada fora".
A trama se passa em 1923, em plena Lei Seca, numa certa Idlewild. A máfia dos negros age na cidade como a dos italianos em Chicago. Tudo acontece em torno de uma boate onde o tímido Percival (André Benjamin) é o pianista que durante o dia trabalha numa casa funerária. Rooster (Antwan Patton) é o cantor principal do lugar, homem casado que é obrigado a assumir o negócio quando testemunha o duplo assassinato do gerente da boate e do chefe da máfia local.
Tudo bem que o roteiro não é bom e que alguns dos vilões parecem saídos de desenho animado. Os números musicais, no entanto, são caleidoscópicos, mágicos, do mesmo planeta que os clipes da banda. Macy Gray, como uma cantora que inferniza uma novata em sua estréia, é um dos bons momentos do filme. Que tem vários bons momentos. Bem-vindo de volta, OutKast.

|
|
|
|
|
|